sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MORTE BRANCA: A METÁFORA DA VIDA – Notas sobre uma experiência sensível

Em agosto, realizei na programação Apenas um Jogo do Sesc Itaquera o larp Morte Branca. Paloma Neves, uma das jogadoras, escreveu-me um relato a respeito e permitiu que eu o publicasse. Segue na íntegra. E na sequência, links para outros relatos da experiência, escritos por outros participantes.


Guest Post - Paloma Neves


No dia 27 de agosto de 2017, estivemos reunidos no  Espaço de Tecnologias e Artes do SESC Itaquera, para realizar o Larp “Morte Branca” de Nina Runa Essendrop [e Simon Steen Hansen].  

O jogo em questão estabelece dois momentos: workshop e aplicação (que é a rodada propriamente dita). Seres Humanos:  uma sociedade “ancestral” (primeiros colonos), vivem no topo de uma montanha, este é o território ocupado, sob a neve e o frio intenso. Criaturas Brancas: seres celestiais que ocupam outra dimensão, anjos da neve, coexistem com os humanos, mas não podem relacionar-se com eles. É proibida a fala em ambos os universos. 

Seres humanos e criaturas brancas não se articulam através das palavras, a estrutura rígida de “Morte Branca” estabelece uma experiência corporal, onde toda a expressão e os meios de construção da narrativa, entre os jogadores, se dão na chave da linguagem não verbal.

As regras do jogo impõem restrições físicas rígidas e intensas aos corpos dos jogadores: “ímãs com polos opostos entre pés e mãos”, “pés e mãos atados, uns aos outros, com elásticos”...  Os seres humanos, assim como na vida real, são plenos de limitações que os impedem de sentir prazer nas pequenas coisas, limitações que geram frustrações e insatisfações consigo mesmo, limitações que implicam na necessidade de auto-proteção, mas que resultam em hostilidade no trato com as outras pessoas.  

Além dos limites físicos, o jogo fornece a cada ser humano um conflito comportamental: “pessoas com a cor da pele diferente da sua não são confiáveis”, “pessoas com cabelo curto são mais fracas”, “pessoas com cor de cabelo diferente da sua são inferiores”... Nada de incomum, se pensarmos nas relações humanas, na história da "evolução" humana, na sociologia. Todas essas condições comportamentais são gatilhos potentes, criam animosidade, desconfianças e instauram uma atmosfera densa de sentimentos mesquinhos.

As criaturas brancas são o oposto dos seres humanos: são leves, são amorosas, são felizes e tentam salvar os Seres Humanos de seus sofrimentos, de suas redomas de vidro. Como não ocupam o mesmo espaço físico que os seres humanos e a estrutura do jogo exige a ausência da linguagem verbal, criaturas brancas tem poder nulo de intervenção sobre os conflitos humanos.

Há ainda a presença de quatro elementos plenos em simbolismo: SONHO (balões de ar), SOBREVIVÊNCIA (açúcar), FÉ (folhas de papel em branco) e, algo que nomearei como “TRANSCENDÊNCIA” (fita de cetim). Estes elementos eram inseridos no jogo, pouco a pouco, em momentos rigorosamente estabelecidos no roteiro de ação do Larp. As relações que os jogadores, enquanto Seres Humanos, estabeleciam com estes quatro elementos intensificavam, ainda mais, o conflitos com os outros Seres Humanos.

Assim como na vida real, sonho trazia leveza e alegria, apesar de seu caráter efêmero. Sobrevivência, simbolizada por um alimento, que também funcionava como riqueza, como moeda de troca e meio de opressão e dominação: assim como na vida real, a luta por sobrevivência faz despertar tudo aquilo que é instinto, na forma mais bruta. , tal qual na vida real, para quem acredita é motivadora e para quem não acredita, gera total apatia e desprezo contra quem tem fé. E a transcendência que, com o pesar mais niilista do mundo, ouso chamar de suicídio: decisão irreversível, capaz de por fim na extrema exaustão que é encarar, infinitas vezes, o sofrimento de permanecer vivo.

Mergulhei na experiência proposta em Morte Branca com total intensidade. Ter usado um repertório de ferramentas do ofício do ator, que há muito deixei para trás, construindo meu personagem Ser Humano com um norte de método stanislavskiano, talvez não tenha sido a melhor das ideias. Minhas restrições impostas pelo jogo eram um corpo-marionete, cuja movimentação deveria partir de linhas guias nos joelho, punhos e cotovelos... Além de ter como "quesito moralizante" a condição de que pessoas com cor da pele diferente da minha não eram confiáveis.

O acaso me trouxe exatamente meus conflitos existenciais, que carrego comigo em minha vida real: corpo marionete (sinto, muitas vezes que sou uma pessoa totalmente manipulável, frágil, como alguém que não conduz a própria vida, mas que é conduzido, que está sob o julgo de outrem) e, para estreitar laços com a minha realidade: eu era a única menina quase negra, numa sala repleta de gente branca; "pessoas de pele com cor diferente da sua não são confiáveis" automaticamente se transformou em "não se pode confiar em absolutamente ninguém".

Construir uma vivência mais semelhante à minha própria relação com a vida do que esta, seria impossível. Somando a tudo isto o empréstimo de meu próprio repertório emocional, aos quatro elementos: para SONHOS empreguei meu sonho real; à SOBREVIVÊNCIA, minha generosidade em doar e receber, mesmo em condição de escassez, lutando e empregando toda a minha força, de maneira obstinada, a garantir que todos tivessem acesso livre ao mínimo para manterem-se vivos; à FÉ, uma total insegurança, fruto de minha relação íntima com o verbo acreditar, em contraponto ao misto de curiosidade e admiração por quem é capaz de manter a esperança; e à TRANSCENDÊNCIA: meu último suspiro, debilitado, exausto pela longa trajetória, num desabrochar reconfortante da desistência, que resulta em solene liberdade.

A experiência compartilhada no acontecimento do jogo serviu-me como um espaço para redescobrir a mim mesma. Como um lampejo e uma chance de pensar em mim e na minha relação com o mundo, num plano onírico, onde o lúdico se desdobra em potencialidade de raciocínio diante do real.

"Morte Branca" é um Larp que questiona a vida, as limitações humanas, os conflitos consigo e com o meio... É sobre esgotamento, sobre a existência, sobre a vida em sociedade. É um olhar reflexivo sobre o homem e seu meio.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Um pouco mais sobre o larp Morte Branca


Morte Branca ("Hvid Død", Dinamarca) é um larp de Nina Runa Essendrop e Simon Steen Hansen. Trata dos últimos momentos de um grupo de colonos nas montanhas nevadas. Um larp dramático e simbólico, trabalha a expressão corporal por meio de trilha sonora e restrições físicas - a principal delas: os jogadores não podem falar. Morte Branca explora a representação sem fala a partir do jogo físico, com o corpo.

Realizado pela primeira vez, no Brasil, no Laboratório de Jogos 2014, em Belo Horizonte pelo grupo Boi Voador, a segunda edição ocorreu no Sesc Itaquera, no dia 27 de agosto de 2017.

O jogo tem ao todo cerca 6 horas de duração, divididas entre workshop de preparação (das 10hs ~12h) e a prática do larp (13h00 ~ 17h00, contando o debrief), com intervalo de uma hora para o almoço. Para participação no larp, é imprescindível participar do workshop antes.

Veja a chamada para o jogo neste blog.

Confira o evento no facebook.

Confira o evento no site do Sesc.

Saiba mais sobre a programação "Apenas um Jogo".

Conheça os larps que rolaram no primeiro semestre.

- Luiz Falcão, responsável pela condução do larp,  é Educador de Tecnologias e Artes no Sesc Itaquera. Envolvido com larp há mais de dez anos, foi membro da ONG Confraria das Ideias (um dos mais longevos e reconhecidos grupos de larp no Brasil ainda em atividade), e é um dos fundadores do grupo Boi Voador e do NpLarp - Núcleo de Pesquisa responsável por aproximar o larp brasileiro da produção internacional na linguagem.



O primeiro larp da tradição nórdica em que não se pode falar

(postado em 23 de agosto no facebook)

Meu primeiro contato com o larp Morte Branca foi em 2013 - e está aqui ilustrado por essa imagem.

Na imagem: "Um poético larp não-verbal que enfatiza a expressão física. Os jogadores são guiados através de sentimentos como raiva, frustração, tristeza e medo - e depois os sentimentos de paz e acolhimento que se seguem após a morte gentil dos personagens. Músicas por Tom Waits, Nick Cave e Jonny Cash dão o tom." (em tradução livre)

Achei-o entre os jogos programados para um desses festivais de larps de câmara (ou blackbox, ou scenario) dos países nórdicos, que sempre foram - e continuam sendo - um certo alimento para mim.
Me chamou atenção pelo "não verbal" e pela "expressão corporal". O Cauê (Martins) e a Erika (Bundzius) [os outros fundadores do Boi Voador] devem se lembrar que, desde 2011 (pelo menos) eu namorava a ideia de fazer um larp mudo, onde os jogadores se comunicavam apenas por meio da expressão corporal, do gestual, pela ocupação dos espaços - muito inspirado pela observação do teatro de máscaras expressivas (que foi um dos temas de investigação do Boi Voador já em 2011).

Depois, ao lado do companheiro Luiz Prado, esboçamos algumas experiências em O Jogo do Bicho. Mais tarde, a investigação dessa possibilidade expressiva no larp ganharia tônus em produções dele. A saber, monstros, Último Dia em Antares e Deriva, especialmente. Mas entre uma coisa e outra, uma das experiências mais significativas nessa investigação foi justamente Morte Branca. (Seria injusto no entanto, atribuir mérito ou influência demais a ele... mas isso é assunto para outro texto)

A curiosidade com esse larp me acompanhou por quase um ano. A oportunidade para realizá-lo foi sendo construída entre resenhas e no contato com o larpscript (cifrado!) e uma tradução repentina. Em abril de 2014, eu o Luiz Prado, através do Boi Voador, finalmente o executamos no Laboratório de Jogos, em Belo Horizonte. Foi uma experiência arrebatadora. Tanto para os jogadores quanto para nós que organizamos. Agora, mais de 3 anos depois, terei oportunidade de realizar o Morte Branca novamente, desta vez em São Paulo.

Será no próximo domingo, dia 27, dentro da programação Apenas um Jogo do Sesc Itaquera.

Um bocado de amor

(postado em 24 de agosto no facebook)

A visão da criadora Nina Runa Essendrop tem sido tão singular entre os participantes de larp dos países nórdicos que em Janeiro desse ano um grupo de produtores e jogadores criou um evento para jogar "os larps da Nina e os influenciados pela visão dela". 

esse coração era o centro da identidade visual do evento. muito amor.
Daqui de baixo do equador, ficamos olhando com um ponto de interrogação e outro de exclamação na cabeça.

Para quem quiser conhecer um pouco dessa visão, o Sesc Itaquera estará recebendo este domingo, 27, o larp Morte Branca do qual ela é um dos autores, junto com Simon Steen Hansen. (...)

Morte Branca no Sesc Itaquera faz parte da programação Apenas um Jogo, que traz todo último domingo do mês um larp diferente para São Paulo.

Inspiração em Akira Kurosawa

Segundo Nina, a principal inspiração para Morte Branca vem de uma das passagens do filme Sonhos, do cineasta Akira Kurosawa.


Também foram inspirações para o jogo o trabalho dos diretores teatrais Bob Wilson e Antonin Artaud e a teoria da dança, com qualidades de movimento e restrições físicas, além, é claro, das músicas de Tom Waits, Nick Cave e Johnny Cash.

Morte Branca pelo mundo


Ilustração de Morte Branca feita por Dirk Leichty, da Bleakwoodpress
Foto: Li Xin

Foto: Peter Munthe-Kaas

Cartaz (realizado sobre foto de Peter Munthe-Kaas, com Karin Ryding and Mia Schyter) para a aplicação realizada por Carla Burns/Ormston House, na Irlanda.

Foto: Jesper Heebøll Arbjørn

Foto: Li Xin

Foto: Li Xin

Fotos da aplicação do Boi Voador em 2014

Fotos de Luiz Falcão





quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Morte Branca é o primeiro larp da segunda temporada do Apenas Um Jogo no Sesc Itaquera

A programação de larp do Sesc Itaquera este ano, Apenas um Jogo trouxe no primeiro semestre larps alinhados com o que os jogadores de São Paulo - arrisco dizer - estão mais acostumados a jogar, mesmo sendo dois deles inéditos.

Agora no segundo semestre, chegou a hora de experimentar novos formatos. O primeiro larp dessa nova programação, que vai acontecer no próximo domingo dia 27, será Morte Branca. Já realizado no Brasil pelo Boi Voador, em 2014 no Laboratório de jogos (Belo Horizonte), este larp dinamarquês acontecerá pela primeira vez em São Paulo.

Da larpwrighter Nina Runa Essendrop ao lado de Simon Steen Hansen, não é injusto dizer que esse é um larp que quebra paradigmas. Não será o primeiro "larp físico" ou "mudo" em São Paulo (visto que o brasileiro Luiz Prado também pesquisa essa área da linguagem, em jogos como monstros, Último Dia em Antares e Deriva). Mas é uma experiência imperdível.

Com 2 horas de workshop - onde os jogadores realizam todas as ações que poderão desempenhar durante o jogo propriamente dito - e um jogo estruturado com trilha sonora impactante durante quatro horas Morte Branca é uma experiência intensa, física e emocionalmente. Por conta desta duração estendida, o jogo acontece em horário também especial - nos encontramos às 10hs da manhã, fazemos o Workshop e depois de uma pausa para o almoço mergulharemos nas quatro horas do jogo. Aliás, 4 horas sem nenhuma palavra. Como bom larp físico, Morte Branca é um jogo mudo.

Morte Branca se tornou um sucesso no mundo todo e tem feito escola e quebrado paradigmas por onde passa, seja em eventos nos próprios países nórdicos, em encontros de larp no Brasil ou na itália, em galerias de arte ou cursos internacionais voltados para o larp.

É um jogo especial que tem o potencial de vencer a preguiça e o frio de um domingo de manhã e te levar para o Sesc Itaquera para talvez re-pensar e, por quê não?, re-sentir as possibilidades dessa linguagem na pele!


AGO/ Morte Branca
dia 27 de agosto, domingo - 10h00 / Sala de Convenções Grande

Um poético larp não-verbal que enfatiza a expressão física. Os jogadores são guiados através de sentimentos como raiva, frustração, tristeza e medo - e depois os sentimentos de paz e acolhimento que se seguem após a morte gentil dos personagens. Músicas por Tom Waits, Nick Cave e Jonny Cash dão o tom. Por  Nina Runa Essendrop e Simon Steen Hansen (Dinamarca, 2013).

link: evento no site do Sesc

link: evento no facebook

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Guest Post - Aggeu Luna


Há alguns meses eu fui convidado para participar do podcast Assuntos Aleatórios do Teatro de Mesa, para um bate papo sobre larp. Entre os colegas ao meu lado, estava o amigo Aggeu Luna, com quem tive o prazer de trabalhar em algumas ocasiões enquanto ele foi educador infantil no Sesc Itaquera. De lá para cá ele já passou por essa função em vários Sescs e comentou no podcast de uma brincadeira que as crianças passaram a realizar recorrentemente em uma dessas unidades. Na atividade, administrada pelas próprias crianças e não pelos educadores, os pequenos vivenciam histórias de bravura e aventura, com princesas, guerreiros e vilões - e lutas de espada e magia - no melhor estilo "Hora da Aventura".

Aggeu conta mais detalhes sobre a brincadeira no podecast Assuntos Aleatórios sobre LARP.

"E com vocês os "Contos Fantáticos" um jogo de reis, rainhas, feiticeiros, guerreiros e todo tipo de criaturas mágicas, e acreditem, plenamente desenvolvido pelas crianças...mal elas sabem que criaram um delicioso jogo de RPG. (Na verdade LARP, mas deixo a pesquisa por conta de vocês! Certo Luiz Falcão e Alan Medeiros?)" - retirado da postagem do facebook.





sexta-feira, 26 de maio de 2017

120 anos de Drácula



Pelo que me consta, hoje faz 120 anos da publicação de Drácula, de Bram Stoker. (alguém confirma?)

Não sei dizer exatamente o que me capturou nesse livro, lido pela primeira vez quando tinha 12 ou 13 anos. Romance de horror gótico missivista, ficou povoando a minha mente anos a fio. Voltei a ele algumas algumas vezes, quase sempre através de apropriações, releituras e estudos - e até hoje não fiz novamente uma leitura completa, até o fim, como deve ser feita.

Publicado em 1897, Dracula foi escrito para ler com tempo e dedicação. Se não como Poe recomendava ler os contos "em uma única sentada", ao menos não no transporte público e dividindo a atenção com milhões de estímulos. (quantas vezes eu não desci no ponto errado tentando lê-lo assim).

Algumas pessoas sabem que eu mesmo cozinho, já há um bom tempo (desde 2012, pelo menos) uma resposta poética à obra. Sem pressa. Alguma hora ela estará entre nós.

Apenas não foi na celebração dos 120 anos.

[postado orginalmente no facebook]

terça-feira, 16 de maio de 2017

Programação Apenas um Jogo - 1º Semestre 2017

Nos meses de Março à Junho, o Sesc Itaquera traz um larp diferente, no último domingo de cada mês. A programação conta com curadoria e produção de Luiz Falcão e traz larps internacionais clássicos e estreias nacionais - estas últimas, com presença dos autores.


Em um larp, você representa um personagem, criando uma história coletivamente com os outros participantes. Mas não se preocupe: é apenas um jogo.

A programação recebeu o nome de Apenas um Jogo - em parte um trocadilho com a potência artística do larp, em parte uma homenagem ao desenho Apenas um Show (Regular Show) cujas tramas se passam um parque, com os protagonistas vivendo experiências emocionais intensas - e muitas vezes inusitadas.

Abaixo, a relação dos quatro primeiros encontros.


MAR/ Boa noite, queridinhas
dia 26 de março, domingo - 14h30 / Sala de Convenções Pequena

No larp Boa Noite Queridinhas (Mattjs Holter, Noruega, 2010), cada participante representará um personagem na história onde um criador (escritor, cineasta, etc) convoca suas principais criações para se despedir delas definitivamente. A partir de 14 anos. Com Luiz Falcão.

link: evento no facebook
link: evento no site do Sesc

Luiz Falcão é Educador de Tecnologias e Artes no Sesc Itaquera. Envolvido com larp há mais de dez anos, foi membro da ONG Confraria das Ideias (um dos mais longevos e reconhecidos grupos de larp no Brasil ainda em atividade), e é um dos fundadores do grupo Boi Voador e do NpLarp - Núcleo de Pesquisa responsável por aproximar o larp brasileiro da produção internacional na linguagem.



ABR/ O Tribunal
dia 30 de abril, domingo - 14h30 / Sala de Convenções Grande

No larp O Tribunal (J. Tuomas Harviainen, Noruega, 2010), os participantes representam soldados de um destacamento onde dois colegas foram acusados injustamente de cometer um crime - agora, eles tem algum tempo para conversar sobre o que irão depor ao tribunal militar. A partir de 14 anos. Com Luiz Falcão.

link: evento no facebook
link: Evento no site do Sesc

Luiz Falcão é Educador de Tecnologias e Artes no Sesc Itaquera. Envolvido com larp há mais de dez anos, foi membro da ONG Confraria das Ideias (um dos mais longevos e reconhecidos grupos de larp no Brasil ainda em atividade), e é um dos fundadores do grupo Boi Voador e do NpLarp - Núcleo de Pesquisa responsável por aproximar o larp brasileiro da produção internacional na linguagem.



MAI/ Breu
dia 28 de maio, domingo - 14h00 / Sala de Convenções

Breu é um larp de horror fantasmagórico, sobre um pequeno grupo de pessoas muito próximas, isoladas em um ambiente doméstico remoto, prestes a confrontarem as Sombras, tanto pessoais quanto alienígenas.

A abstração e a subjetividade são o combustível dos participantes, uma vez que o gênero do horror se alimenta do desconhecido, da forma do pesadelo, da reação espontânea da imaginação aos mistérios que nos rodeiam... e da figura assombrosa, que reflete como espelho, nossos medos e ignorâncias sobre a morte, e principalmente de nós mesmos.


link: Evento no facebook
link: Evento no site do Sesc

SOBRE O AUTOR
Eduardo Caetano é Arquiteto Urbanista e Game Designer. Foi narrador em projetos de larp em Belo Horizonte e Varginha por quatro anos. É autor dos jogos Violentina (primeira campanha de Financiamento Coletivo de um jogo no Brasil), Meu Brinquedo Preferido (laureado em terceiro lugar no Concurso Faça Você Mesmo de Jogos da Secular Games de 2011) e Estas Pessoas na Sala de Jantar (laureado no Golden Cobra Challenge 2015 como "The Game We're Most Excited About"). Em abril de 2013, junto ao amigo Rafael Rocha, organizou o Laboratório de Jogos em Belo Horizonte, primeiro evento de discussão de Jogos Narrativos no país, que se repetiu pelos dois anos seguintes.


JUN/ Panaceia
dia 25 de junho, domingo - 14h00 / Sala de Convenções

O Pana (Partido Panaceia) inaugura suas plenárias. A proposta inicial do partido é muito simples e direta: incluiremos em nosso quadro membros de todos os grupos sociais, sejam eles minoritários ou majoritários, de modo que nossa agenda visará curar todos os males que afligem nossa sociedade. Na primeira reunião, pessoas rigorosamente selecionadas dentro de diversos grupos sociais deverão discutir a pauta do partido.

Nesse larp, serão aceitos até 15 participantes, e a duração estimada da atividade é de 3 horas (30 minutos de introdução, 2 horas de jogo e 30 minutos de discussão após o término).


link: Evento no facebook
link: Evento no site do Sesc

SOBRE O AUTOR
Tadeu Rodrigues Iuama é jogador, desenvolvedor e pesquisador de larp. Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba (2016), estudou a relação entre jogadores e personagens dentro dessa mídia. Sua proposta artística visa justamente explorar essa interface entre jogador e personagem, abarcando o potencial larp enquanto desenvolvedor da alteridade dos participantes.

sábado, 13 de maio de 2017

Participação no Podcast Assuntos Aleatórios sobre larp

Na correria eu acabei deixando passar: quarta passada saiu o podcast Assuntos Aleatórios sobre Larp onde eu tive a honra de ser um dos convidados.

Um bate-papo sobre Live-Action, Live, L.A.R.P, larp... ou como você quiser chamar ~ e uma boa dose de RPG pra quem curte não botar defeito!

Agradecimentos a essa galera linda que ficou batendo papo comigo e especialmente ao Aggeu Luna, que me apresentou a turma!

Clique aqui para acessar o podcast.

http://www.teatrodemesa.com.br/2017/04/podcast-assuntos-aleatorios-21-l-a-r-p-live-action-roleplay/

atenção: pode conter descrições de fatos constrangedores ;)

Além do Podcast Assuntos Aleatórios, o pessoal d'O Teatro de Mesa fez também essa postagem bem bacana sobre larp!

Tem vídeo, livro gratuito, links bacanas e aquele larpeiro galã que você respeita em fotos motivacionais :P